domingo, 21 de fevereiro de 2010
O Ferreiro
“Era uma vez um ferreiro que, após uma juventude cheia de excessos, resolveu entregar a sua alma a Deus. Durante muitos anos trabalhou com afinco, praticou a caridade, mas, apesar de toda a sua dedicação, nada parecia dar certo na sua vida.”
Muito pelo contrario:
Seus problemas e dividas acumulavam-se cada vez mais.
Uma bela tarde, um amigo que o visitara, e que se compadecia de sua situação difícil, comentou: “É realmente estranho que, justamente depois que você resolveu se tornar um homem temente a Deus, sua vida começou a piorar.”
Eu não desejo enfraquecer a sua fé, mas apesar de toda a sua crença no mundo espiritual, nada tem melhorado.”
O ferreiro não respondeu imediatamente.
Ele já havia pensado nisso muitas vezes, sem entender o que acontecia em sua vida.
Entretanto, como não gostaria de deixar o amigo sem resposta, começou a falar e terminou encontrando a explicação que procurava.
Eis o que disse o ferreiro:
“Eu recebo nesta oficina o aço ainda não trabalhado e preciso transforma-lo em espadas.
Você sabe como isto é feito?”
Primeiro eu aqueço a chapa de aço num calor infernal, até que fique vermelha.
Em seguida, sem qualquer piedade, eu pego o martelo mais pesado e aplico golpes até que a peça adquira a forma desejada.
Logo, ela é mergulhada num balde de água fria e a oficina inteira se enche com o barulho do vapor, enquanto a peça estala e grita por causa da súbita mudança de temperatura.
Tenho que repetir este processo até conseguir a espada perfeita: uma vez apenas não é suficiente.”
O ferreiro deu uma longa pausa, e continuou:
“Às vezes, o aço que chega até minhas mãos, não consegue agüentar esse tratamento.”
O calor, as marteladas e água fria terminam por enchê-lo de rachaduras. E eu sei que jamais se transformará numa boa lâmina de espada.
Então, eu simplesmente o coloco no monte de ferro-velho que você viu na entrada da minha ferraria.”
Mais uma pausa e o ferreiro concluiu:
“Sei que Deus está me colocando no fogo das aflições.”
Tenho aceito as marteladas que a vida me dá, e ás vezes me sinto tão frio e insensível como água que faz sofrer o aço.
Mas a única coisa que peço é:
“Meu Deus, não desista, até que eu consiga tomar a forma que o Senhor espera de mim.”
Tente da maneira que achar melhor, pelo tempo que quiser – mas jamais me coloque no monte de ferro-velho das almas.
Autor: desconhecido
Pr. Sergio Antonio
Assinar:
Postar comentários (Atom)











0 comentários:
Postar um comentário